Você é o elo mais fraco. Adeus! - No início da época, se esta frase popularizada num concurso de televisão tivesse sido aplicada ao plantel do Benfica, o alvo só poderia ser um. Adivinharam: Maxi Pereira, o tímido e discreto futebolista uruguaio, espécie de patinho feio do grupo liderado por Quique Flores. Todos achavam que ele não ia dar conta do recado e, como tal, Rui Costa que se apressasse a ir às compras...
Agora, a história é outra. Os detractores continuam a existir, é certo, mas a verdade é que, perante os adeptos, a imagem do jogador tem melhorado a olhos vistos. Assente em desempenhos pouco exuberantes, o atleta tem demonstrado, apesar de tudo, uma bem razoável consistência defensiva, a par de uma garra notável nas incursões pelo ataque. Para ajudar, apontou dois tentos, um no campeonato e outro na taça, prémio inteiramente justo para o esforço que tem denotado. A equipa do Benfica tem alternado períodos de grande espectáculo com outros a raiar o sofrível, mas o uruguaio é dos poucos que têm estado sempre ao mesmo nível - batalhador, persistente, incansável...
À conversa com três antigos laterais-direitos do emblema da águia, O JOGO tirou algumas ilações. E vão todas no mesmo sentido: o de que, mesmo sem deslumbrar, Maxi Pereira tem cumprido razoavelmente bem as tarefas pretendidas. José Carlos, 135 jogos divididos por cinco épocas no emblema da águia, diz que "não é por aí que o Benfica tem tido problemas". Aponta, ainda assim um ou outro defeito ao uruguaio e, "se o clube tiver capacidade financeira, deve reforçar-se" para o lugar, no período de reabertura de mercado, em Janeiro. Veloso (538 jogos em 15 épocas), por outro lado, acha que "se calhar não é necessário" uma nova aquisição, até porque "Miguel Vítor também pode ser adaptado ao lugar". Quanto a Sousa (1 época, 45 jogos), "faz falta" um lateral-direito, embora "Maxi esteja a cumprir" com relativa qualidade. Resumindo, a ideia geral é a seguinte: Maxi Pereira ainda não enche as medidas... mas tem estado bastante bem.n
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