Meu caro Panchito, o que lhe posso dizer é que o seu texto é uma completa falsidade, desde a primeira até à última linha. A única dúvida que tenho em relação a si, é se conseguiria assinar uma peça dessas com o seu nome, em vez de se esconder atrás de um nickname. Se conseguir fazer isso, garanto-lhe que aqui venho e rebato tudo o que o meu caro escreveu, ponto por ponto. E mais, digo-lhe quando, como e onde e por quem foram realizados os primeiros contactos com José Eduardo Moniz. E mais ainda. Revelo mais alguns pormenores de um project finance que está completo, desde há quase um mês, com duas reputadas entidades financeiras internacionais. Isso dos fundos é tudo muito nebuloso, as pessoas que trabalham seriamente nesto movimento não se mexem através de fundos. O único fundo que existe neste Movimento é o fundo do coração, do nosso amor à camisola. Claro que depois nos sujeitámos a que apareça sempre alguém que descobre no teclado mais próximo de si a oportunidade de descarregar a bílis sobre pessoas respeitáveis, cujo maior crime é estarem a trabalhar numa solução credível e alternativa, desde há vários meses. Não se preocupem com a falta de tempo, é evidente que havia um calendário para Outubro, mas até nisso as pessoas se precipitaram, quando pretenderam descredibilizar o Movimento, alegando uma falsa dependência da iniciativa dos interesses terríveis e obscuros de José Veiga, esse grande patife. As posições ridículas que gente bem graúda já aqui defendeu sobre Veiga, devia fazê-los corar de vergonha, se por um dia, tivessem a oportunidade de conhecer a pessoa, as ideias que tem e o projecto de reabilitação desportiva do clube. Não, o que interessa é desancar numa pessoa, cujo conhecimento que possuem dela é de total emprenhamento pelos ouvidos e pelos olhos. O que custará a alguns comentadores é que foram apanhados de surpresa com a revelação de várias coisas. Que o Movimento não andou a brincar às candidaturas, que tem um project finance concluido, que tem um programa eleitoral pronto e que tem um candidato desejado com quem trabalha há quase meio ano. E o que custa igualmente é que em meio ano, as coisas foram sempre tratadas com discrição e competência. Esta indecisão não tem a ver mudança de perfil e de figura. Tem a ver com a mudança de calendário eleitoral. Tem a ver com o assalto estatutário protagonizado pela actual direcção, que obrigou a apertar os timings de toda a gente. E como qualquer pessoa de senso reconhecerá, uma coisa é preparar a saída de uma instituição em quatro meses, outra é prepará-la em doze dias. Isto é o que se passa. O candidato será este, se conseguir resolver os seus problemas pessoais e profissionais, e sempre foi este. Por muito que doa às pessoas, o Movimento trabalhou bem, trabalhou muito e se conseguir confirmar a sua candidatura será governo no Benfica daqui a poucas semanas. Se não conseguir confirmar essa candidatura, então, será governo quando os benfiquistas se fartarem de ser o gozo nacional. E isso, acredito, será em muito menos de três anos. Porque para milagres eu acredito em Jesus, mas é o da Galileia, não é o treinador. Embora reconheça que se trata de um belíssimo treinador que seria campeão no Benfica, num contexto diferente. Aliás, melhor dizendo, eu acredito claramente que será campeão na próxima época. Ao lado de Moniz, Veiga, eventualmente Rui Costa, se quiser, e de toda uma equipa que está preparada para devolver o Benfica à sua grandeza. E ao lado até daqueles que neste fórum se têm entretido a escrever falsidades, mas que eu acredito, o possam fazer com a melhor das boas intenções, julgando que estão a defender o Benfica. Isso é respeitável. Mas seria mais honesto, mais higiénico para este fórum, considerar que este Movimento é composto de benfiquistas que apenas pretendem um Benfica glorioso, um Benfica vencedor, um Benfica combativo e um Benfica ético, lutador e solidário. De resto, pensem no seguinte: o Benfica tem mais de cem anos de história, o Benfica não é um episódio de oito anos. Em mais de cem anos, apenas uma vez foi assaltado por um aventureiro. Repito, em mais de cem anos de história. A probabilidade de isso acontecer agora é muito remota. Não deixem que vos encaminhem mentalmente para essa possibilidade, porque ela não vai acontecer, porque os benfiquistas - que votem em massa, acho que foi a única que o meu caro Netking conseguiu escrever que mereça o meu aplauso - não deixarão nunca isso acontecer de novo. O Movimento existe, tem propostas, sempre teve um candidato, espera conseguir formalizá-lo a tempo de concorrer às eleições e sobre a remuneração de José Eduardo Moniz, para ser claro, ela será assegurada pelos meios institucionais e estatutários que existem no Benfica. Não há dinheiro a entrar por fora, existe um plano financeiro, onde essa componente está detalhada e existe toda uma preparação de vários meses que não podemos deitar ao lixo. Aos benfiquistas que não aceitam esta solução, que o façam em consciência, que não o façam por desconfiança das pessoas que muito têm trabalhado, que muito têm viajado e que muito têm gasto, em nome do Benfica e de uma solução para o futuro. É o mínimo que as pessoas do Movimento deviam merecer dos benfiquistas que se limitam a escrever num computador e que ainda se permitem insultar, enxovalhar e difamar pessoas respeitáveis, que estão a fazer um esforço colossal por oferecerem aos sócios e adeptos do clube apenas mais razões para gostar cada vez mais do clube e para tirar cada vez maior satisfação de ser benfiquista.
Agora, caro Netking. Eu não subentendo. Eu afirmo. Gaspar Ramos está com o Movimento. Deixe ver se a candidatura se confirma e depois pode subentender o resto. Dou -lhe apenas uma pista: no dia de apresentação do Movimento estive pessoalmente a conversar com Gaspar Ramos, perto de 45 minutos. Falámos de Benfica, falámos até da possibilidade de escrever um livro de memórias, disse-lhe que penso que é das figuras mais mal explicadas aos benfiquistas. Gosto muito de Gaspar Ramos e assumo. Foi um grande, um enorme dirigente. Também falámos de Veiga. E é por isso que lhe digo. Espere pelo resto. Aí sim, pode subentender o resto.