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1- João Guedes 2- Marcelo Féria 3- Fábio Vieira 4- Fábio Cardoso (Cap.) 5- João Cancelo 6- Pedro Torrado ( 14- Marcelo Lopes) 35’ 7- Ricardo Horta ( 17- Estrela) 8- David Indum 9- Carlos Daniel (18- Bakary) 35’ 10- Guilherme Matos 11- Hélder Costa (13- Tomás Aguiar)
Suplentes não utilizados: José Costa; Bernardo Silva; Treinador Principal: Bruno Lage
Numa manhã de Domingo com excelentes condições atmosféricas para a prática de futebol, céu limpo e vento bastante fraco, a nossa equipa de Iniciados deslocou-se ao campo sintético do Ginásio Clube de Corroios com o objectivo de conquistar os três pontos, para continuar na liderança da prova. Contudo, esta tarefa não se revelou nada fácil. As dimensões do terreno de jogo, algo reduzidas, beneficiam um futebol mais defensivo, onde os blocos se aproximam muito, dificultando os movimentos ofensivos de ruptura, assim como as jogadas individuais.
O Benfica entrou em campo no seu já habitual esquema, o 4-3-3. João Guedes na baliza, dois laterais: Marcelo Féria na direita e João Cancelo na esquerda, a dupla de centrais constituída por Fábio Vieira e pelo capitão Fábio Cardoso. No meio campo, Pedro Torrado foi o elemento mais recuado, cabendo as despesas ofensivas do triângulo a David Indum, sobre a direita, e Guilherme Matos, descaído para o lado esquerdo. O tridente ofensivo ficou a cargo de Ricardo Horta, no flanco direito, Hélder Costa, no flanco esquerdo, e Carlos Daniel como ponta de lança.
O jogo iniciou-se com o Benfica a entrar melhor, boa posse de bola, futebol apoiado e boas trocas posicionais no movimento ofensivo, permitiram ao Benfica começar a querer mandar no jogo. Com Guilherme Matos em evidência, pautando o jogo ofensivo e controlando os ritmos de jogo, a nossa equipa ia-se chegando às imediações da área adversária. Contudo, a defesa do Corroios, com dois centrais muito fortes a nível físico, conseguia manter o ataque do Benfica controlado.
Porém, o talento dos atacantes benfiquistas acabou por conseguir abrir brechas na bem estruturada defesa do Corroios, o que permitiu algumas situações de golo. Foi aí que apareceu a figura do jogo, o guarda-redes do Corroios. Primeiro negando o golo a Ricardo Horta, quando este se encontrava isolado e depois saindo em velocidade da baliza, antecipando-se a Hélder Costa que ia sozinho em direcção à baliza, após um magnífico passe longo de João Cancelo.
Motivados pelas excelentes intervenções do seu guarda-redes, o jogadores do Corroios começam a ganhar bastantes lances individuais, especialmente na zona de meio campo, subindo assim no terreno de jogo e tendo mais posse de bola, mas sem causarem calafrios à defesa benfiquista. Apesar desta subida de rendimento da equipa adversária, volta a ser o Benfica a causar perigo, novamente por Hélder Costa, que remata para mais uma defesa de qualidade do guarda-redes.
Pouco depois, surge o golo do Corroios. Livre em zona central, mas ainda algo distante da nossa baliza. Remate forte do central (nº4) ao meio da baliza, com a bola a entrar junto à barra. José Guedes não está isento de culpas, visto que a bola entra na zona central da baliza. Na primeira oportunidade de golo, o Corroios adianta-se no marcador.
O técnico do Benfica reage de imediato e lança Estrela, para o lugar do apagado Ricardo Horta, ocupando este o lado direito do ataque benfiquista. O Benfica vai á procura do empate e encosta as linhas à área do adversário. David Indum, com um passe magistral, descobre Carlos Daniel, mas o avançado do Benfica não consegue bater o guarda-redes adversário, que uma vez mais se torna decisivo. E com 1-0 no marcador se chega ao intervalo.
A segunda parte inicia-se com duas substituições no Benfica; saem Carlos Daniel e Pedro Torrado, entram Bakary e Marcelo Lopes.
A zona central do meio campo fica a cargo de David Indum e de Guilherme Matos. Estrela fica como segundo avançado, no apoio a Bakary. Marcelo Lopes ocupa o flanco direito e Hélder Costa mantém-se na esquerda.
O Benfica entra dominador. Bakary começa a impor-se na luta com os centrais do Corroios e a equipa da margem sul começa a baixar muitos os blocos, devido às movimentações interiores de Estrela e Bakary. Por duas vezes, Bakary consegue fugir ás apertadas marcações e isolar-se, mas o inspirado guardião adversário nega-lhe o empate.
Mas lá diz o ditado tanta vez o cântaro vai à fonte que algum dia há-de partir. Bola lançada de longe, um defesa do Corroios falha a antecipação e deixa Bakary cara a cara com o, até então, imbatível guarda-redes. Bakary desta vez não falha e bola na rede. Empate conseguído.
O Corroios deixa-se ir abaixo e o Benfica vem para a frente. Boa jogada de entendimento entre Indum, Marcelo Lopes e Estrela, com este ultimo a ganhar a linha e a cruzar para Bakary que aparece no meio dos centrais a cabecear para o 1-2. Estava feita a reviravolta. O Benfica passa o trauma da finalização e parte para uma exibição mais descontraída, aumentando os seus níveis de eficácia, quer a nível de remate, quer a nível de passe.
Nesta altura, David Indum enchia o campo. Era o jogador que mais bolas recuperava e que iniciava mais jogadas perigosas. Numa delas, num passe interior de grande qualidade, isola Estrela que não hesita e remata, fazendo o desejado 1-3.
Em desvantagem, o Corroios procura desesperadamente o empate, mas sem grandes capacidades técnicas para o conseguir, aposta em passes directos. Acaba por conseguir uma grande penalidade, após João Guedes derrubar o avançado adversário. Encarregue de marcar o castigo máximo, o número 9 não falha, sem hipóteses para o nosso guarda-redes.
Até ao fim, o Benfica limitou-se a gerir o resultado, para atingir o objectivo a que se tinha proposto, trazer os três pontos de Corroios.
Análise Individual:
José Guedes (6) – Não teve grande trabalho e foi espectador durante grande parte do tempo. Culpas no primeiro golo, talvez por mal colocação. No fim da partida mostrou atenção.
Marcelo Féria (5) – Devido ao facto do Corroios não apostar no ataque, podia e devia ter subido mais no terreno, apoiando o ataque. Uma primeira parte muito fraca, melhorou com o decorrer do jogo.
Fábio Vieira (7) – Sem grande trabalho, mostrou bons índices de confiança e bom sentido de posicionamento.
Fábio Cardoso (6) - O capitão não teve muitos lances para brilhar, mas soube cumprir. Tem de rever os tempos de ataque à bola, pois se melhorar neste aspecto, pode ser um central a ter em conta para o futuro.
João Cancelo (7) – O melhor da defesa. Ao contrário de Féria, foi ele quem muitas vezes lançou o ataque, com bons passes verticais. Lutou muito e mostrou bons pormenores técnicos. O cartão amarelo por protestos é que não lhe fica bem.
Pedro Torrado (5) – Começou por mostrar bons conhecimentos tácticos ao ocupar muito bem o espaço defensivo, mas falhou demasiados passes. Saiu ao intervalo.
David Indum (8) – Começou a interior direito e acabou a trinco. Em ambas a posições mostrou o grande jogador que é. Destruiu, recuperou, construiu, assistiu, correu e lutou. Encheu o campo de energia e talento.
Guilherme Matos (6) – Começou muito bem, tomando para si a responsabilidade do jogo ofensivo. Bons pormenores técnicos que lhe permitem ganhar muitos lances individuais. Com o decorrer do jogo, acabou por desaparecer, só voltando a entrar no jogo na parte final, onde voltou a mostrar a técnica virtuosa que possui. Tem de estar mais tempo em jogo.
Ricardo Horta (5) – Falhou um golo isolado. Fraco rendimento. Saiu para dar o lugar a Estrela.
Hélder Costa (6) - Muito rápido, apanhou um defesa muito duro de roer à sua frente. Combinou bem com Gui e soube aparecer nas costas da defesa. Uma boa primeira parte contrasta com um vazio exibicional na segunda metade.
Carlos Daniel (5) – Grandes dificuldades para fugir à marcação dos centrais levaram-no a ter uma atitude para com o adversário, que podia ter sido cara para ele e para a equipa. Com mais calma acabará por voltar aos golos.
Estrela (7) – Entrou para a direita, foi para o centro e acabou na esquerda. Desequilibrou em todas essas posições. Muito lutador e muita vontade de jogar à bola. Bom golo e bom cruzamento para Bakary finalizar.
Bakary (8) - Mais dois golos. Podia ter marcado mais, é verdade, mas continua a facturar a uma velocidade alucinante. Foi o abre-latas da defensiva do Corroios.
Marcelo Lopes (6) – Encostado à linha, permitiu a Estrela entrar em diagonais interiores por aquele lado. Boa combinação com Estrela no segundo golo. Um pouco apagado.
Tomás Aguiar (4) – Entrou para equilibrar o meio campo, permitindo a Gui avançar mais no terreno.
Reportagem de Jorge Almeida, Serbenfiquista.com.
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