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O Benfica disputou hoje o seu primeiro encontro de pré-temporada no Estoril, saindo da Amoreira com um empate a uma bola. Muitos foram os adeptos «encarnados» que se deslocaram ao campo António Coimbra da Mota com o objectivo de ver, já, os frutos dos primeiros dias de trabalho do plantel às ordens de Quique Flores. Ainda com muitas ausências e bastantes jogadores que não têm a sua situação definida a jogar, não foi assim de estranhar um resultado que, de certa forma, acabou por ser lisonjeiro para o Benfica, sobretudo pelo que os «canarinhos» fizeram na segunda metade. Quique Flores não surpreendeu, apostou num 4-4-2 clássico como tem trabalho nos aprontos de pré-temporada com Moreira na baliza; Luís Filipe, Miguel Vítor, Edcarlos e Léo no sector defensivo; Carlos Martins e Yebda como Interiores, Nuno Assis à esquerda e Balboa à direita, com Yu Dabao, móvel no ataque, no apoio a Makukula. Iniciou-se o jogo numa noite amena no Estoril e uma casa bastante composta. Habitual ritmo de pré-época, lento, algo previsível onde apenas a espaços existiam desequilíbrios, ainda que eles não constituíssem real perigo para qualquer uma das balizas. O primeiro golo da época «encarnada» surgiu aos 12 minutos, num livre lateral cobrado por Carlos Martins com o francês Yebda a aparecer mais forte do que todos os outros ao primeiro poste, numa cabeçada letal para o fundo das redes dos caseiros. Vantagem para o Benfica. As «águias» apresentavam um futebol nem sempre objectivo mas que encontrava na capacidade colectiva – muita posse de bola – a sua principal possibilidade de chegar à baliza contrária. O Estoril pouco assustou neste primeiro tempo e em destaque no Benfica estavam Carlos Martins (dez minutos finais) e Balboa, com o primeiro a desferir um forte remate de pé esquerdo perigoso à passagem da meia hora, com o reforço vindo do Real Madrid a protagonizar alguns lances interessantes pelo flanco direito onde utilizou a sua eficaz velocidade para criar alguns desequilíbrios. Quique rodou, Estoril equilibrou Ao intervalo foram seis as alterações protagonizadas pelo técnico espanhol, ao dar-se as entradas de Binya, Sepsi, André Carvalhas, Nelson Oliveira, João Pereira e Urreta. Muita juventude, logicamente, bastante vontade de mostrar serviço, mas sentiu-se um pouco o quebrar do ritmo do encontro por parte dos «encarnados», com o Estoril a crescer na segunda metade. O Estoril assustou aos 60 minutos, num remate perigoso, consumando a igualdade no placar três minutos volvidos, com Nuno Sousa a aparecer na cara de Moreira e a atirar, fora do alcance do guardião português, para o golo do empate. Os «encarnados» procuravam um futebol, nesta fase, essencialmente de contra-ataque, onde se ia destacando Nelson Oliveira (16 anos) que lutou de forma incansável frente à defesa contrária, podendo ter feito o gosto ao pé num remate de primeira a uma assistência de Urreta, que saiu perto do poste esquerdo da baliza do guardião estorilista. Os dez minutos finais só deram Estoril, com duas boas ocasiões às quais Moreira respondeu bem, mas, já em cima do apito final, Dagil apareceu isolado, com tudo para dar a vitória aos caseiros, mas não teve arte e engenho para finalizar com sucesso. Empate que se aceita por aquilo que foi o maior domínio de ambas as formações em cada uma das partes, num jogo típico de pré-temporada onde não deu, ainda, para tirar grandes ilações sobre o futuro deste Benfica.
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