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Perfeição. É esta a palavra-chave que parece coexistir no pensamento de todos os elementos da equipa técnica do Benfica. Quem assistiu aos dois primeiros treinos dos «encarnados» nesta nova temporada apercebeu-se, certamente, do nível de exigência de Quique Flores e seus adjuntos. Se o técnico principal, até se priva de alguns exercícios mais específicos a nível físico (tem plena confiança em Pako Ayestáran), quando entra a sua parte de trabalhar, e planificação, como aconteceu nos exercícios de hoje de movimentações tácticas, defensivas e ofensivas sem bola, vê-se uma autêntica procura do máximo nível de perfeccionismo. Quando estava a montar os cones altos, Quique Flores fez questão de, com a sua equipa técnica (Diamantino e Chalana incluídos), experimentarem eles próprios as movimentações e observar se tudo estava em condições de os jogadores trabalharem ao mais alto nível de qualidade, até porque Quique fez e desfez as marcas um enumerado de vezes, até tudo estar, na sua óptica, em perfeitas condições. A simplicidade de Pako Responsável pelos exercícios de aquecimento iniciais, o espanhol, um dos mais conceituados preparadores físicos – ou adjunto - modernos dos tempos actuais, fez questão de deixar a sua marca na planificação do treino. Muito exigente com os seus jogadores, deslocou-se perto de todos eles para corrigir posições nos alongamentos, ele próprio exemplificou com vários jogadores a forma ideal para realizar os exercícios com bola, e na altura da posse do esférico com dois jokers, esteve em especial incidência. Sempre que um jogador tinha a bola em seu poder, procurava soltar o seu nome, num castelhano audível. Curioso é o facto de não ter errado nenhum nome, sempre que o fez, quando decorrem apenas três dias de trabalho. O jovem João Pereira, num lance de disputa de bola mais rígido, foi chamado por Pako, que parou o exercício e com o braço por cima do seu pupilo, explicou a movimentação ideal para a realização da melhor performance possível. Emílio Alvarez cativou os primeiros aplausos Também o técnico de guarda-redes parece estar muito empenhado em tirar o melhor rendimento dos seus jogadores. Com Moreira, e a realizar pela primeira vez aquele exercício especifico, arrancou os primeiros aplausos da bancada durante a sessão de trabalhos quando desferiu várias «bombas» à queima-roupa para o jovem guardião português, que correspondendo à entrega do seu «mister», não claudicou e fez algumas intervenções de alto nível. O exercício era composto, para além das habituais movimentações de agilidade e flexibilidade, num lançamento com as mãos, longo, procurando fazer golo em duas mini balizas colocadas em cada extremidade das áreas.
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