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Depois de uma longa maratona de espera, foram confirmadas as renovações de duas grandes promessas da formação do Benfica: Miguel Rosa e André Carvalhas. O primeiro até já tinha sido integrado nos trabalhos do plantel Sénior numa digressão aos Estados Unidos e Canadá, o segundo faz estreia absoluta nestas andanças (embora já tenha andado uns jogos pelo banco), procurando demonstrar, ambos, que têm qualidade para vingar e manter o seu lugar no plantel profissional do clube.
Um guerreiro de duas caras
Escusado será apresentar a história pessoal de Miguel Rosa, pois essa já é conhecida pelos leitores do clube. Em termos futebolísticos, o título não lhe poderia assentar melhor. É um Médio Ofensivo de características bastante peculiares. Vale, em grande parte, pela sua capacidade de recuperação e ocupação de espaços.

Essas duas caras, surgem exactamente nos seus vários momentos em campo: Em termos defensivos, sem bola, um autêntico guerreiro, demonstrando enorme capacidade de recuperação de bolas, sempre com grande empenho. Quando a tem, «veste» o fato de gala e mostra o que de melhor tem, a capacidade de penetração em terrenos interiores e de passe longo.
Pontos Fortes: Capacidade de recuperação, qualidade de passe, empenho.
O grande «maestro» da formação
Foi um amor quase sempre correspondido, e que não poderia ter outro desfecho se não o casamento final com a sua casa de sempre: Sport Lisboa e Benfica. André Carvalhas é considerado por muitos o maior talento gerado pela formação do clube nos últimos largos anos e reclama esse mesmo estatuto numa pré-temporada que também ele espera ser proveitosa, com o intuito de ficar no plantel profissional.
Pela sua qualidade, tem todos os argumentos para o conseguir. É um jogador que pode ocupar várias posições no terreno mas que se adapta melhor como Avançado Móvel num sistema de 2 avançados. Nesse mesmo sistema de 4-4-2 (apenas em Losango) pode jogar como 10. Faz também o flanco esquerdo, num 4-3-3. Não tem características de extremo, mas sim de «vagabundear» em terrenos ofensivos, numa missão livre onde usa e abusa de movimentos exteriores-interiores, quase sempre partindo da esquerda em constantes dribles.
É um talento puro, com uma grande capacidade técnica e uma imensa facilidade de remate com ambos os pés. É um «abre latas», cria, descobre e resolve em espaços curtos.

Pontos Fortes: Qualidade técnica, jogo com os dois pés, simplicidade de pormenores.
Poderão ambos ficar no plantel?
É uma resposta complicada, com resposta também ela a depender do que ambos farão daqui para a frente. Miguel Rosa é um jogador que à partida necessita de um empréstimo para ganhar rotatividade ao mais alto nível, mas que pela sua qualidade, regularidade e, sobretudo, empenho e amor à camisola, pode deixar rendidos os adeptos e, acima de qualquer outro, Quique Flores.
André Carvalhas é um talento nato e que daria o seu contributo a qualquer equipa da Bwin Liga. Pode até nem ficar de imediato no plantel, mas a sua qualidade determina que numa pré-época de sucesso, onde ele carimbe os seus argumentos, dificilmente deixará de fazer parte das escolhas. A ver vamos.
André Sabino
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