|
Tudo ou nada Na passada semana o Benfica entrou a perder por 4-3 na final do campeonato, num jogo muito equilibrado e emotivo, disputado sobre um calor abrasador, e com uma protagonista pouco habitual e indesejada, uma senhora árbitra que passeou no Restelo arrogância e prepotência, e que desequilibrou o jogo. Ora vejamos, não quis ver por duas vezes o guarda-redes Marcão a defender a bola fora da área com as mãos (uma delas com Ricardinho isolado, o que dava cartão vermelho directo), não quis ver uma falta sobre Arnaldo que dá o primeiro golo do Belenenses (e o amarelo, que daria mais tarde vermelho ao jogador do Benfica) e conseguiu sempre um critério desigual na marcação de faltas. Num jogo com equipas tão equilibradas, há certas coisas que desequilibram. E fico por aqui, para não ser incorrecto. Esta situação deixou o Benfica num tudo ou nada, ou seja, ganhar em casa as 2 partidas para se sagrar bi-campeão nacional.
Entrada a matar
Este Sábado na Luz, só deu Benfica. Uma exibição de classe, avassaladora, que encostou o Belenenses às cordas. Com um grande ambiente, apesar de não estar cheio, o Pavilhão esteve ao rubro, a equipa respondeu em grande. Logo no primeiro minuto, Gonçalo Alves fugiu pela ala esquerda e serviu César Paulo, que chegou ligeiramente atrasado para fazer o desvio vitorioso. O Belenenses estava impotente para pegar na partida, e o Benfica muito disponível para a assumir, contudo a defesa belenense estava a funcionar bem e foi adiando o inevitável: o golo. Aos 6 minutos, Ricardinho recupera uma bola, dá um nó cego num rival, e fuzila Marcão, um golo de pura classe do mágico. As primeiras trocas no Benfica não tiraram força ao Benfica e foi já reentrado César Paulo que a meio da primeira parte fez o 2-0. Assistência perfeita de Zé Maria, recepção e rotação soberbas, uma “nozada” em Vinicius, e uma bomba “pela cueca” de Marcão, a levar ao rubro as bancadas do Açoreana.
Sempre mais Benfica
Após o seu desconto de tempo, os visitantes reagiram, mas tenuemente. Bebé foi então chamado às primeiras intervenções no jogo, que na segunda parte assumiram carácter decisivo e galvanizador. E na frente, o Benfica dava espectáculo. César Paulo e Zé Maria combinaram para um grande remate cruzado do 7 do Benfica, mas a bola saiu ao lado. E perto do minuto 15, surge mais um golaço. Trabalho e passe fabulosos de Costinha, com César Paulo em voo a cabecear de fora da área para o golo. Até ao intervalo, foram as melhores chances para Diego, mas Bebé negou a primeira, e a segunda saiu ao lado.
Belenenses comanda o jogo, sem efeitos práticos
Para o segundo tempo, clara mudança de estratégias nas equipas: No Benfica, à semelhança dos derradeiros 5 minutos da primeira parte, jogar na expectativa, entregando o jogo ao adversário, que fruto da subida de Marcão, jogava ofensivamente sempre em 5 para 4. Nos primeiros minutos, a troca de bola do Belenenses não deu frutos, e foram das iniciativas de Diego que veio o maior perigo. Bebé começou a dar show, mas viu também bolas a rasarem o poste. A maior chance de golo para os azuis, acabou por vir de um remate do meio da rua de Marcão, que rasou o poste. Já antes, Marcão tinha negado uma fantástica oportunidade de golo a Gonçalo Alves.
Matar o jogo, rodar a equipa
A meio da segunda parte o Belenenses pediu o seu desconto de tempo e alterou a estratégia. Diego surgiu com guarda-redes avançado, num 5 x 4 mais pronunciado. Mas deram-se mal. Na primeira jogada perda de bola, com João Marçal a receber de André Lima e, sem precipitações, a fuzilar do meio-campo para a baliza deserta, fazendo o 4-0. No minuto seguinte, o golpe final. Ricardinho partiu rápido para o ataque, e picou de modo extraordinário sobre Marcão, fazendo mais um golão. Com o assunto mais que resolvido, prontamente Beto Aranha lançou na partida Miguel Almeida, e pouco depois Rogério Vilela, que voltou assim às quadras, 6 meses após a última partida. E para acabar em festa, o jovem Ricardo Pereira também entrou e teve direito à cereja no topo do bolo, a um minuto do fim, ao fazer o 6-0 após primorosa assistência e trabalho individual de Miguel Almeida.
Domingo, haverá campeão!
Este jogo foi a prova de que não há dois jogos iguais. E é por essa razão que rapidamente a concentração passa para a partida de Domingo, que será a finalíssima deste campeonato. As equipas partem absolutamente empatadas para esta partida, e só se sabe uma coisa: quem ganhar amanhã, será campeão nacional! Mais uma vez pede-se a todos os benfiquistas que repitam, ou melhor, aumentem ainda mais o som do seu apoio à equipa, de modo louco e apaixonado, levando a equipa ao colo até à vitória final.
FORÇA BENFICA!
Ficha de jogo Campeonato Nacional FutSagres 2007/8 – 2ºjogo da final do Play-off SL BENFICA 6-0 CF OS BELENENSES (3-0 ao intervalo) Pavilhão Açoreana Seguros, cerca de 2000 espectadores Árbitros: Eduardo Coelho e Leandro Costa
Benfica: Bebé; Gonçalo Alves, Pedro Costa, Ricardinho (2) e César Paulo (2). Zé Maria, André Lima (cap), João Marçal (1), Rogério Vilela, Miguel Almeida e Ricardo Pereira (1). Não jogou: Zé Carlos; Treinador: Beto Aranha
Belenenses: Marcão; Marcelinho, Caio Japa, Jardel e Diego. Pedro Cary, Max, Vinicius, Drula (cap), Paulinho e Matê. Não jogou: Marco Mateus Treinador: Alípio Matos
Disciplina: Cartão amarelo a Rogério Vilela, Miguel Almeida e Bebé.
Marcha do marcador: 1-0 Ricardinho (6’); 2-0 César Paulo (9’); 3-0 César Paulo (15’); 4-0 João Marçal (31’) 5-0 Ricardinho (32’); 6-0 Ricardo Pereira (38’).
|