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Começou ontem a Fase Final do Nacional de Juvenis no Seixal. Depois de um apuramento algo sofrido (basta recordar os 4-5 em Corroios com que a equipa garantiu o apuramento), os pupilos de João Couto enfrentavam ontem no Seixal aquele que seria, à partida, o seu encontro teoricamente mais acessível, o que no entanto, poderia trazer, algum excesso de responsabilidade de obter uma vitória.
Depois de algumas experiências que foram realizadas ao longo da prova, o onze base da equipa parece ter sido encontrado e ele foi o mesmo dos dois jogos anteriores, novamente um 4-4-2 a desdobrar-se num 4-1-2-3 (ver caixa).
 Fábio Pereira
Casa bem composta, com o encontro a desenrolar-se sobre um tempo ameno, num excelente relvado para a prática de bom futebol. A partida começou algo lenta, sem grandes ocasiões de golo, onde se iam destacando os sectores defensivos de parte a parte, a evitar, durante grande parte da primeira metade, ocasiões de golo. O Boavista apostava numa estratégia mais defensiva com um elemento solto atrás dos centrais, tentando dessa forma condicionar a estratégia ofensiva do Benfica.
Os «encarnados» estavam a ter alguma dificuldade para ligar os seus lances ofensivos e conseguir assim criar perigo, pelo que cedo se viu que seria, na maioria das vezes, através de lances individuais que o perigo poderia surgir. Foi preciso esperar até à meia hora para ver o primeiro sinal de golo, numa diagonal de Ruben Pinto que terminou com um remate forte, por cima do travessão.
Durou até aos 30 minutos a resistência do Benfica, que se esvaneceu a partir daí, com lances de golo para o Benfica a surgirem em catadupa. Quatro minutos volvidos, foi Nelson Oliveira, de livre directo, a assustar o guardião boavisteiro (muito por culpa própria). Toumany Sambú, daria na jogada seguinte, novo sinal de golo, a flectir para o centro do terreno e a aplicar um remate difícil para boa intervenção de Nelo. Já em cima do intervalo, o golo que surgiu na melhor altura e deu tranquilidade ao Benfica.
 Nelson Oliveira
Canto batido por André Dias (magistral nestes lances), o esférico foi directo ao golo – embateu no ferro – sobrando para Adul, que no coração da pequena área, teve apenas de empurrar para dentro da baliza, levando o Seixal ao rubro.
Muito Benfica, pouca concretização
A segunda parte foi o confirmar do jogo morno que se assistiu na primeira metade. Apesar de exercer um domínio territorial bastante notório, não foi uma exibição «à Juvenis do Benfica», o que trouxe alguns momentos de menos espectáculo, embora com a concentração do costume.
Acabaria por ser relevante as dificuldades físicas de Lassana Camará, que se vêm arrastando desde o início do ano de 2008, o que condicionou as suas habituais incursões, ainda assim, foi deliciando os espectadores com pormenores bastante conseguidos. De regresso ao jogo, era dos pés de Nelson Oliveira que o Benfica procurava criar perigo. Bastante irrequieto, trabalhou bem sobre dois adversários e atirou fortíssimo mas por cima.
 Momento do jogo, Lassana Camará com a bola
O golo surgiria já depois dos 55 minutos, com Ruben Pinto a fugir bem pelo flanco esquerdo (uma constante ao longo do jogo, procurando ele próprio oferecer a profundidade que Nelson Oliveira retirava com as incursões para o centro), jogando o sub-16 do Benfica em Toumany Sambú que endossou o esférico para Nelson Oliveira que com um belíssimo remate, tranquilizou a bancada e garantiu aquela que seria uma vitória praticamente certa. 2-0 para o Benfica.
Até final da partida, mais nenhum lance de perigo a realçar, destacando-se a capacidade de posse de bola e a tranquilidade a nível defensivo que foi notório ao longo de todo o jogo. Não foi um bom espectáculo de futebol, as duas equipas apresentaram-se algo receosas, mas coube ao Benfica as leis do jogo e a capacidade de fazer a diferença rumo à vitória.
 Domingos Silvério, "Adul"
Apreciação Individual:
Fábio Pereira (7) – Fez um jogo sem problemas, não teve grandes lances para intervir.
Tiago Ribeiro (7) – Bom desafio, bastante concentrado a nível defensivo, inteligente na ocupação dos espaços. Esteve no entanto menos interventivo a subir pelo flanco como habitual.
André Campos e Roderick Miranda (7) – Estiveram tranquilos e bastante eficazes quando chamados a intervir.
André Dias (8) – Essencial na obtenção do primeiro golo, está a mostrar excelentes apontamentos e vai cada vez subindo mais o seu rendimento. Mais confiante, mais seguro, subiu muito pelo flanco, mostrou pormenores deliciosos.
Abdel Vieira (8) – Mais um belíssimo jogo. Esteve imperial na cobertura dos espaços, bastante irreverente na disputa de bolas. Vai ser um elemento decisivo para estes jogos grandes (onde ele tem de ter lugar cativo na posição 6 do meio-campo).
Ruben Pinto (7) – Não sabe jogar mal. Ontem esteve muito marcado mas foi soltando o seu futebol aos poucos, revelando-se decisivo na obtenção do segundo golo.
Lassana Camará (7) – Condicionado fisicamente foi o primeiro a ser substituído. Ainda assim, mostrou a habitual qualidade nas transições de jogo e na capacidade de criar desequilíbrios. É recuperá-lo depressa para os próximos «embates».
Adul (7) – Fez ele também um bom jogo, na sequência do seu recente – bom – momento de forma. Bastante forte no um para um, foi um quebra-cabeças para os elementos da defensiva do Corroios.
Toumany Sambú (7) – Está a desempenhar um papel diferente, agora como principal referência de área. Lutou muito, teve nos pés a bela assistência para o golo de Nelson Oliveira.
Nelson Oliveira (8) – É o melhor em campo. Foi dos seus pés que o Benfica criou, na maioria dos vezes, lances de golo. Muito forte no um para um e na capacidade de criar desequilíbrios, a equipa não pode ficar sem ele para estes dois jogos cruciais. Como diriam alguns espectadores, “ó Nelson arranja lá uma lesão e falta à Selecção!”
Suplentes:
André Delfino, Artur Lourenço e Nelson Cunha: Não tiveram grandes lances para criar perigo.
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Para a semana (Domingo), tudo ao Olival, no Porto vs. Benfica!
André Sabino, Serbenfiquista.com.
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