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Grande ambiente que se gerou em Corroios, com o Benfica a ser obrigado a vencer para se apurar para a Fase Final da prova. Depois de uma goleada imposta ao Setúbal por 6-0, a obrigatoriedade da vitória estava toda do lado dos «encarnados». Sem mexer na equipa que bateu o Vitória, o técnico João Couto apostou na mesma estratégia para este importante desafio (ver caixa)..
Início de loucos em Corroios. Logo aos 2 minutos, livre lateral cobrado de forma traiçoeira, bastantes ressaltos, o esférico sobra para Hugo Lima que mais rápido que a defesa «encarnada» abre a contagem. O Benfica não poderia ter tido um pior início de jogo, agravando essa situação dois minutos volvidos, com novo golo dos caseiros, a elevar a contagem para 2-0.
O Benfica sentiu-se na necessidade de ir à procura do resultado e começou a jogar mais no futebol directo. 8 minutos, canto de André Dias, Roderick Miranda cabeceou por cima. Os «encarnados» dependeram muito, ao longo do jogo, da veia criativa de Adul que se mostrou bastante inspirado. Foi dos seus pés que nasceu o início de novo lance perigoso, ao desenvencilhar-se bem de dois adversários, jogando em Nelson Oliveira que por duas ocasiões esteve perto de marcar.
Novamente Adul, lançou mais uma vez Nelson Oliveira que atirou frouxo, ao lado da baliza do Corroios. O golo adivinhava-se, tento esse que surgiu aos 15 minutos da primeira metade, num belo remate de Abdel Vieira de pé esquerdo, fazendo a bola entrar mesmo ao canto – ainda tocou no poste – para a redução da vantagem. O Benfica galvanizou-se e Toumany Sambú, em dois lances, esteve perto de empatar, Adul, com tudo para o empate, atirou à malha lateral. Aos 28 minutos, foi Toumany, mais uma vez, de cabeça, a testar os reflexos do guardião caseiro.
O insólito aconteceria, com o Corroios a fazer o terceiro golo, num lance confuso, aproveitando um avançado dos caseiros para aumentar novamente a vantagem. O Benfica tinha a obrigatoriedade de fazer três golos para seguir em frente e foi à procura do prejuízo. A cinco minutos do intervalo, Toumany esteve novamente perto do golo, com o esférico a embater no poste. Tento esse que surgiria aos 39 minutos, num belo trabalho de Ruben Pinto pela direita, a cruzar para o mergulho de Toumany a reduzir a vantagem. No minuto seguinte, o Benfica chega à igualdade, mesmo em cima do intervalo, com um bom lance de Adul, a deixar tudo igual na ida para as cabines.
Foi sofrer mas o Benfica fez a festa da passagem
Não poderiam ter entrado melhor os «encarnados», quando cinco minutos volvidos o intervalo, Tiago Ribeiro aplicou um forte pontapé, com o esférico a entrar junto ao ângulo superior da baliza visitante. 3-4, Benfica pela primeira vez na frente do marcador. Essa vantagem duraria 10 minutos, contra todas as expectativas, o Corroios chegou à igualdade, num lance onde Fábio Pereira ficou mal na fotografia.
O técnico João Couto sentiu-se na necessidade de oferecer maior pendor ofensivo ao jogo da equipa, retirando Abdel Vieira e colocando Silvério Camará. Entrou bem o nigeriano do Benfica, atirando para defesa apertada do guardião visitante na sua primeira intervenção em campo. Num lance polémico, mas onde a obrigatoriedade de parar o jogo era toda do juiz da partida, Nelson Oliveira não jogou a bola fora, seguiu rumo à baliza, numa boa triangulação ofensiva, desmarcando Ruben Pinto em excelente posição a atirar para um bonito golo, muito festejado, com dedicatória especial para o seu pai na bancada.
O Benfica estava claramente por cima e notou-se a quebra física dos caseiros. Aos 70 minutos, o árbitro quis entrar para a história do jogo. Silvério Camará vai isolado, é rasteirado por trás e o juiz da partida manda seguir. Incrível! Até final do desafio, foi controlar a partida, o Corroios ainda beneficiou de um canto que levou o perigo á área, mas a vitória foi justa, da melhor equipa ao longo dos 80 minutos.
Apreciação Individual:
Fábio Pereira (6) – Hoje esteve inseguro, não mostrou as grandes qualidades que nos habituou. Levantar a cabeça pois tem qualidade para bem mais. Força Fábio!
Tiago Ribeiro (7) – Bom jogo. Bastante dinâmico pelo flanco, subiu várias vezes no auxílio ao ataque. Fez um belo golo.
Roderick Miranda (6) – Esteve intermitente. Alternou bons apontamentos com algumas falhas.
André Campos (6) – O mesmo que o seu companheiro de sector.
André Dias (7) – Mais um bom jogo. Menos exuberante do que frente ao Setúbal, preocupou-se sobretudo em defender.
Abdel Vieira (7) – Grande golo. Mais uma boa exibição, a procurar segurar o meio-campo defensivo.
Lassana Camará (7) – Não esteve ao nível que nos habitou, ainda assim não sabe jogar mal, esteve no melhor da equipa.
Ruben Pinto (8) – Sem ter sido um jogo “à Ruben”, foi decisivo no 2-3, marcou o golo da vitória e teve muito espírito de sacrifício. Acabou o jogo colado aos centrais.
Adul (8) – Melhor em campo. Jogou muito pelo flanco, criou vários lances de golo, fez ele próprio o tento da igualdade.
Nelson Oliveira (7) – Foi o preferido da plateia sobretudo depois do 4-5. Respondeu bem, dentro de campo, com boas diagonais e muita posse de bola.
Toumany (7) – Eficaz q.b., marcou um golo, criou mais, muito esforçado na frente de ataque.
Suplentes:
Silvério Camará (6) – Entrou bem, a fazer boas combinações.
Pedro Ferreira e Artur Lourenço: Já nos descontos.
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Flash-Interview com o Mister João Couto:
“Até ao apito final tudo pode acontecer. Este foi um exemplo de que um jogo de futebol tem momentos altos, momentos baixos. Entrámos muito mal no jogo, tivemos alguns erros defensivos, procurámos correr sempre atrás do prejuízo. Esta vitória vale pela passagem à fase final e pela forma como conseguimos dar a volta ao resultado. Estamos satisfeitos por ter passado, as coisas nunca são fáceis, queríamos estar na fase final e, como tal, estamos de parabéns.”
A equipa tinha obrigatoriamente de ganhar, acaba por se ver a perder por dois golos de diferença. Que reacção houve?
“Já sabíamos que o jogo ia ser difícil porque o campo é pequeno e pedimos aos nossos jogadores para estarem concentrados, para não “stressarem” com os golos sofridos e ter uma perspectiva para no minuto seguinte ir à procura de um resultado melhor. Foi essencial não termos perdido a cabeça e procurámos ser mais eficazes no ataque. De uma forma geral, penso que tirando os erros defensivos que tivemos, estivemos bem.”
Perspectivas para esta Fase Final?
“Ser campeão nacional, pensar cada jogo como uma final e procurar em cada desafio dar uma boa imagem e claro, o título!”
Abdel Vieira
“Foi um jogo difícil, entrámos a perder mas demos a volta ao jogo. Num campo difícil, acabámos por ganhar. Reagimos bem à desvantagem, ainda por cima por dois golos. Na Fase Final é para ganhar, queremos ser campeões!”
André Sabino, Serbenfiquista.com.
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